quinta-feira, 14 de outubro de 2010

As Rosas - Ricardo Reis

As Rosas amo dos jardins de Adônis,

Essas vólucres amo, Lídia, rosas,

Que em o dia em que nascem,

Em esse dia morrem.

A luz para elas é eterna, porque

Nascem nascido já o sol, e acabam

Antes que Apolo deixe

O seu curso visível.

Assim façamos nossa vida um dia,

Inscientes, Lídia, voluntariamente

Que há noite antes e após

O pouco que duramos.


oO

que coisa mais linda!

e só me vem uma coisa na cabeça depois de ler esse poema: carpe diem!

mas cada um entende da forma que achar melhor né.

B.


Um comentário:

  1. Olá, encontrei teu blog no google. Vi que também curte Marina Colasanti e resoli mostrar o que fiz só pra textos dela http://marina-colasanti.blogspot.com/ lá também tem endereço do meu outro blog. Se quiser, faz uma visita?!
    Eu gostei do teu blog, continua postando? =)
    Até mais!

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